curgete – meatless monday

O que fazer com 3 curgetes de 2 kilos cada? Foi o que trouxe hoje do jardim, mais uma barrigada de cerejas.

Dei uma à minha vizinha da horta, ela deu-me ideias de como “esconder” a curgete das crianças e disse: “temos que comer o que há!”. É daquelas verdades. Mas eu hoje não quis esconder a nossa primeira curgete. Virei-lhe todos os holofotes, exacerbando a sua simplicidade. Cortei-a em fatias grossas e fritei-as em azeite. Depois, temperei com sumo de limão e flor de sal.

Na mesa: A minha filha mais velha diz que não quer com voz enjoada e a mais nova imita a irmã sem perceber sequer o que está a dizer. A refeição chega ao fim e apesar dos exagerados “mmm, que bom” que eu insisti em dizer, nada as demove. No fim, a minha filha quer sobremesa. “Sem teres acabado de comer tudo?!?!”. “Prova só, sabe a bife.”, “e podes por sal e limão”. Assentiu, pedindo a fatia mais pequena. Flor de sal. Limão. Comeu e eu perguntei: “Então, sabe a bife grelhado ou não sabe??”. Ela confirmou e pediu outra fatia, a maior. A minha filha mais nova disse: “I au, a maió!!”, e dei-lhe a outra fatia.  Mas, apesar da vontade de imitar a irmã mais velha, a fatia de curgete a saber a bife não entrou no portão, nem com a irmã a dizer “olha o aviãozinho”. 

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A primavera é um fogo de artifício

1. Hoje é meatless monday e como tal trago uma receita vegetariana, com espargos,  que está no tempo deles. É tão simples que se descreve em três passos: Faça um molho de tomate em azeite com salsa e cebola; dê uma fervura aos espargos até atingirem o ponto; numa travessa, distribua o molho de tomate pelos espargos. Para concluir, diz a minha mãe que em tempo de tomate não há más cozinheiras, e eu acrescento, em tempo de espargos. 

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2. Para os meus queridos leitores, não tenho segredos nestas questões e confesso: hoje a minha monday não foi nada meatless. Quando cheguei a casa com as crianças, estava já o meu marido na cozinha e disse-me: hoje fazemos bifanas, ok? Concordei, claro, que a minha carne é fraca, um jantar de bifanas sabe bem e traz-me boas memórias de Portugal. Inventei uma marinada com vinagre, alho, sal, pimenta e pimentão doce, mas a receita precisa de afinar. Entalei a carne no papo-seco e gostaram os adultos e as crianças.

3. O nosso jardim floresce. Parece um fogo de artificio de cores, cheiros… Hoje, explodem as tulipas, amanhã as rosas, e depois outras flores de que nem sei o nome, mas que me agrado por não ter confundido com ervas daninhas antes do florescer. As favas estão também em flor, as cenouras já dão sinal de vida (mas quem sabe o que se passa por baixo da terra), as cerejas estão verdes e as maçãs já despontaram. Mas hoje foi o dia de apanhar os espinafres, antes que espigassem. Foram duas linhas de cerca de 3 metros cada, que deram em folhas de espinafre cerca de 1,5 kg. Em casa, preparei-os para congelar: dei uma fervura em vapor para os murchar e congelar. Foram quatro panelas de pressão de 4,5 L em serie. 150 mL de água, encher com espinafre até acima, deixar ferver, abrir a panela, tirar os espinafres e coar. Repetir a sequência. No fim, os espinafres reduziram-se a um terço do seu  tamanho mas perderam apenas 10% do seu peso, que foram os 300 mL de caldo que daí resultou e aos quais se deverá retirar os 150 mL de água que juntei inicialmente. Congelei metade e com os outros 675 gr farei amanhã um esparregado, fritando dois ou três dentes de alho em azeite, depois vem o espinafre e um gole de leite. Deixo fervilhar e tempero com sal, pimenta e noz moscada…

Três anos e a ode ao Outono

Lembro-me bem quando o reino da Prússia fez um ano: um mês antes estava já a magicar o que fazer para comemorar, e houve direito a desafio e tudo. No segundo ano, a celebração foi mais simples. E no terceiro ano… esqueci-me! Procuro a desculpa no mês de Outubro, que tem uma meia dúzia de comemorações cá em casa que começam no início do mês e que se vão estendendo, espraiando, chegando mesmo a tocar Novembro. Assim foi este ano e, no meio de tantas celebrações, houve direito a tantos e mais bolos. Mas para celebrar o terceiro aniversário do Reino da Prússia, escolhi um bolo de maçã que o Nigel Slater sugere no inspirador “Ripe”.

Isto porque, se tivesse eu que atribuir um embaixador ao Outono, entregaria o cargo e responsabilidade à maçã – aqui na Prússia, porque o meu representante português do Outono é outro. Mas foi aqui que provei a melhor maçã do mundo, e compreendi porque é que a serpente a escolheu!

Partilho agora convosco, queridos leitores, nesta celebração tardia, uma fatia deste bolo. Mas confesso; fui leviana e não segui a receita do mestre à letra. Queria, mas senti-me sufocar em colesterol nos 220 gr de manteiga. E depois o que eu queria mesmo era usar num bolo a marmelada de maçã que tinha feito  uns dias antes. E troquei a marmelade pela marmelada. E, mais, a mim, nem às doze badaladas do 31 de Dezembro me apanham com passas na mão! Mas eu deixo a receita original.

Ingredientes: 220gr. (180 gr) de manteiga, 210 gr. de açúcar, 4 ovos, 250 gr. de farinha integral, fermento, canela, 200 gr. de maçã descascada e descaroçada, 100 gr. passas ( que passei),  125 gr. de compota de laranja (marmelada de maçã), raspa de laranja (pus de limão) e açúcar para polvilhar.

Método: Aquecer o forno a 160 graus; barrar com manteiga uma forma circular de 20 cm de diâmetro e polvilhá-la com farinha; bater o açúcar com a manteiga até obter uma mistura leve e fofa; entretanto, bater os ovos levemente e reservar. Misturar a farinha com o fermento e a canela; cortar as maçãs em troços com menos de 1cm. Misturar as maçãs (com as passas), a marmelada e a raspa do limão. Juntar os ovos à mistura de açúcar e manteiga, intercalando com a farinha. Incorporar a fruta na massa e colocar a mistura na forma. Polvilhar com açúcar. Levar ao forno por uma hora e 15 minutos ou até o teste do palito ser positivo. Servi com um iogurte denso de baunilha.

todos à mesa

É um prazer podermos sentar-nos todos à mesa e comermos do mesmo tacho.Do mesmo tacho? Bem, quase. A verdade é que as crianças não querem muitos temperos e os adultos querem-nos. E eu quero temperado e bem picante! Para afirmar a ideia do tacho único, fiz hoje tomatada com batata cozida e ovos escalfados. E para colmatar o meu desejo pelo picante, fiz um pesto* bem temperado.

Piquei 5 metades de tomate seco, juntei um gole de água a ferver e outro de azeite. Seguiu-se uma colher de chá de sementes de coentros e outras duas de sumak. Piquei um ramo de salsa e três hortelãs (uma das quais, poejo) e juntei à mistura. Temperei a gosto com sal, pimenta e (muito) piripiri. Com a varinha mágica fiz “Plim!” e juntei à minha tomatada!

*adaptado de “Koch dich gluecklich”, de Volker Mehl

Pão de cabeça algarvio

Sempre que quero falar sobre pão, fico presa na incomensurável distância que está entre a ponta da caneta e a folha branca. Talvez por ser algo tão sagrado, tão visceral e também transversal a todos os povos.

O que é o pão, afinal? Pão é milagre. Pão é partilha. Pão é amizade.

Por ser tudo isto, nada melhor que viajar no espaço e no tempo e reaprender a fazer o pão em comunidade. Isto para combater a banalização que poderá advir da industrialização de alimento tão precioso.

“Dizia a avó da tua avó que na madrugada de S. João, antes do sol nascer, a primeira água que tirava da cisterna usava para amassar o pão, que não levava fermento. E crescia na mesma!” Pão é milagre.

Tudo começou no dia anterior. Era preciso fazer o fermento, com a lêveda, farinha e água morna. No dia seguinte, um dia de céu azul vibrante , puseram-se mantas e um alguidar de barro ao sol. E, debaixo do alguidar, algumas brasas.

Já com o fermento crescido, é preciso amassar o pão.

“Que Deus te acrescente que é para dar para muita gente!”

“Cresce o pão em massa e a nossa senhora em graça.”

São as rezas a dizer depois de amassar o pão. Manda a tradição fazer uma cruz na massa e nela espetar cinco dedos. Fica a massa a levedar e, quando não se vir a cruz nem a marca dos dedos, está a massa levedada.

Enquanto a massa cresce, há tempo para muita conversa, bons petiscos e peixe a saber a mar. Pão é partilha.

Depois da massa ter crescido, é preciso tratar do forno. Apanhar a lenha, quebrá-la e atiçar o fogo ficou a cargo do Sr. do Forno.

Formam-se bolas com a massa, que ficam a fintar num tabuleiro entre as pregas de um tendal enquanto o forno arde. Fazem-se pães de torresmo, gulosos, fazem-se pães com chouriço. Fazem-se costas, com azeite, açúcar e erva doce. E fazem-se “ésses”.

As barbas do forno estão brancas, sinal de que já está quente. Agora é preciso esbraseá-lo, ou espalhar as brasas pelo solo forno e deixá-lo aquecer. Puxam-se as brasas para a porta do forno com um rodo e, em seguida, limpa-se o forno com tocas embebidas em água. A vizinha deita alguma farinha no forno.

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Agora o forno está pronto para receber o pão. “Cresce o pão no forno e as almas na glória”.

Juntos em volta do forno, é hora de partilharmos o pão ainda quente. Pão é amizade.

Outubro …

… é um mês de comemorações. Comemora-se a chegada do Outono, que transforma em oiro e rubi, as folhas verdes que o verão abandonou. Comemora-se a implantação da Republica Portuguesa e comemora-se a unificação da Alemanha.

Comemoramos o aniversário da minha filha, mas ela não é a única de parabéns em Outubro. O reino da Prússia também está de parabéns, comemorando hoje 2 anos. Na verdade, eu comemoro este espaço todos os dias (ou quase!) pelo prazer que me dá, pelo feedback tão positivo que recebo e pelas amizades construídas com base no gosto comum pela cozinha.

A todos os meus leitores, muito obrigada por passarem por aqui. São vocês que dão vida a este espaço! E porque não há aniversário sem bolo, deixo a receita do bolo que fiz para o aniversário da minha filha. Quando lhe perguntei se queria bolo de chocolate ou de maçã, a sua resposta foi clara: chocolate. Então, fiz esta receita do bolo de laranja da minha avó, trocando o sumo e raspa de laranja por um copo de leite com três colheres de chá de cacau. Ficou um bolo fofinho e com preponderante sabor a chocolate. De repetir!

Frango e tomate

Quando não sei o que fazer para o almoço ou jantar, procuro inspiração nos pratos que a minha avó costuma fazer. Foi o que aconteceu numa manhã preguiçosa de verão aqui na Prússia. Deixei desfilar os seus pratos pela minha mente e parei no frango de tomatada. Logo me lembrei de uma outra tarde preguiçosa de verão, passada com dois amigos – uma joão e um joão – nos meus tempos de estudante. Acho que foi a primeira vez que cozinhei para mais que duas pessoas e com sucesso. De todas as outras vezes que cozinhava com as minhas colegas de apartamento, os comentários variavam entre: “cozeste o bife ou fritaste?” ou então: “o esparguete ainda está cru!”. Nessa altura ainda não tinha o manejo suficiente para lhes dizer que estava “al dente”, muito “al dente”, mas a verdade é que elas, apesar de caloiras, já eram verdadeiras fadas do lar!  Mas voltando à tarde de verão preguiçosa, lá estava eu com os meus dois amigos sentados à mesa da cozinha e combinámos que eu faria o almoço. Fiz o tal exercício e deixei desfilar os pratos da minha avó pela mente. Mas dessa vez, o critério de selecção foi a facilidade na confecção! Passou o frango de fricassé, rejeitado, passou o empadão de carne, rejeitado, peixe grelhado, idem, bifinhos panados, aspas. Até que veio o frango de tomatada. Este sim, seria capaz de fazer. Como o fiz na altura, já não sei. Sei que correu bem e que, pela primeira vez na minha vida, não fui eu a única a gostar dos meus cozinhados!

Nesta tarde prussiana de verão, o desfile parou no frango de tomatada quase pelas mesmas razões que parou há 15 ou 20 anos atrás, acrescentando o prazer de reviver este episódio do passado. Piquei uma cebola que deixei alourar em azeite e juntei cerca de 4 ou 5 tomates médios picados. Deixei refogar o tomate, mexendo de vez em quando. Juntei sal e, importante, um bocadinho de açúcar. Juntei 2 peitos de frango cortados aos cubinhos e deixei cozinhar durante uns 15 ou 20 minutos em lume brando. Apaguei o lume e juntei salsa picada. Servi com esparguete e chamei o meu marido e a pequerrucha para a mesa. O meu marido comeu sem palavras até limpar o prato, quando disse: “muuuito bom”, e eu fiz exactamente o mesmo. A minha filha, com lágrimas de crocodilo e a experenciar o fim do mundo, disse: “nicht tomaaaaaateeeeee! nãããão!!!!!” Até que eu lhe disse: “Come, amor, é uma receita da Avó Nena”, “Avó Nenha??”, e abriu a sua boquinha e também ela limpou o prato.

Bifes de atum de cebolada

Movidos já tantos meses, aquela tarde de Fevereiro continua a arrancar-me um sorriso. Foi uma tarde de chuva e sol, na Costa Vicentina, que espero que se venha a repetir muitas outras vezes!  Trouxe no coração as caras que ainda não tinha visto, mas cujos corações já tinha vislumbrado  numa perspectiva ou noutra. E trouxe debaixo do braço os “Sabores da cozinha algarvia”, de José da Vila. Devorei o livro naquela noite. A primeira receita que testei foram os bifes de atum de cebolada. Ficaram maravilhosos, muito melhores que a minha receita anterior.

Comecei por temperar 2 bifes de atum grossos (cerca de 400 gr no total) com 2 colheres de vinagre, 3 dentes de alho às lascas, louro, sal e pimenta. Deixei marinar por cerca de 2 horas. Depois, marquei os bifes em azeite bem quente e reservei. Cortei uma cebola em fatias meia-lua e deixei frigir levemente no azeite onde já tinha frigido o atum. Quando ela transpareceu, juntei os bifes  e a marinada e  tapei a frigideira. Deixei cozinhar durante 2 ou 3 minutos. Levei à mesa com batatas cozidas e todos devorámos com prazer estes bifes de atum à algarvia.

Bolo de laranja e amêndoa

Para comemorar o meu aniversário que já lá vai, pensei num bolo de dois andares, talvez um bolo de claras como este da Leonor, mas recheado com romã. Depois decidi que haveria era de fazer um bolo de alfazema e mascarpone. Partilhei com o meu marido esta minha decisão e ele questionou-a, argumentando que a alfazema tinha um sabor muito forte. Eu lembrei-lhe que era o meu aniversário e, assim sendo, a chef era eu. E ele aceitou, mas aconselhou-me a fazer um bolo pequeno, se queria fazê-lo mesmo, lembrando-me que a minha sogra nos tinha mandado uma tarte maravilhosa, a Linzertorte, e que poderíamos usá-la como bolo de aniversário. Voltei a lembrar-lhe quem era a chef do dia mas, ao pôr o avental, agi com parcimónia e pus de lado o bolo de alfazema.

Não tendo romãs em casa, questionei-me qual seria o bolo que calha sempre bem, é fácil de fazer e cujos ingredientes estão no meu armário. Ao olhar a paisagem branca que a janela me oferece, respondi à charada com o bolo de laranja da Avó. Segui as instruções quase à risca, fazendo uma “pequena” alteração: substituí a totalidade da farinha pela mesma quantidade de amêndoa moída. Forrei uma forma circular de 18cm com papel vegetal, que se revelou pequena demais, pondo o resto da massa numa outra de 20 cm. Foram ao forno conforme as indicações e foi com prazer que vi o meu bolo crescer! Mas este prazer revelou-se efémero, seguido da desilusão de ver o bolo cair, formando um vale na sua forma. Pensei que estava tudo perdido e lá teria eu que acender a minha vela na Linzertorte, entretanto já esfaqueada sem parcimónia. Mas se está perdido por cem também o estará por valores mais altos, o que me levou a fazer um creme de mascarpone, inspirada na neve que cobria o chão. Bati 250 g de marcarpone com 3 colheres de açúcar e sumo e raspa de uma laranja, usando a vara de arames. Retirei o bolo  maior da forma e coloquei-o no prato de servir, o que não foi tarefa fácil, pois o bolo agarrou-se ao papel e partiu-se nas bordas que, devido à falta de farinha, ficaram estaladiças, quase a lembrar uma Pavlova. Barrei o creme por cima do bolo e de lado, tentando disfarças as bordas quebradas. Coloquei o bolo mais pequeno por cima, barrando agora só nos lados porque já não havia mais recheio. Sem esperança, pus o bolo no frigorífico e contei ao meu marido as minhas desventuras na cozinha, que logo me explicou o erro em não usar farinha.

No dia seguinte, depois do jantar, fui buscar o bolo e pus uma pequena vela vermelha que acendi sem qualquer esperança na qualidade do bolo. Ao apagá-la, desejei-nos mais um ano de amor eterno, entrelaçando olhares transbordantes de esperança com a minha família. Cortei o bolo, provámos e, não sei se foi a alquimia do amor ou se algum duende da Lapónia veio ao meu frigorífico durante a noite, mas a verdade é que o bolo ficou delicioso, fofo e húmido – a provar, mais uma vez, que uma receita da Avó nunca falha! 😉

tique taque

Sempre gostei de comemorar o meu aniversário. Seja com uma grande festa e amigos, seja só com a família chegada, é para mim um dia como nenhum outro, em que sinto uma energia transbordante, como se renascesse. Gosto de brincar com o número de anos que nos rotulam de idoso, adulto, criança, mas a minha relação com estes números não passa disso. Porque não envelheço mais um ano no dia em que nasci, vou sim caminhando no tempo a cada tique do relógio. E faço do tique do relógio que não uso, o torque para mais um momento de vida. Sempre em frente e nunca em contra relógio, pois eu gosto de tomar o meu tempo para tudo, especialmente quando vejo a ansiedade a espreitar à janela, à procura de uma fresta para entrar. Mas esta é aquela convidada que não entra nestas celebrações!!

Este ano celebrei com o meu marido e a minha filha. Cantámos os parabéns ainda sem bolo, dançámos, rimos e fomos ao mercado de Natal, onde voltei a andar de carrocel pela primeira vez. Ao serão, mandámos o frio embora com um bolo de laranja e amêndoa da chef e lombo de porco no forno do chef.