pumpkin strudel


Hoje, reparei que pela blogosfera se comemora o dia mundial da massa. Talvez a massa se resuma a macarrão, e assim sai a minha comemoração ao lado. Não se resumindo, trago a esta celebração uma massa que não vem de Itália. É um strudel de espelta e uma refeição ideal para um jantar de Outono. E o artista que compôs esta bela obra foi o meu marido.

 

E ele fez assim: Juntou 300 g de farinha de espelta com meia colher de chá de sal, 4 colheres de sopa de óleo de girassol e 3 gemas de ovo. Foi adicionando água fria até a massa ficar elástica e dividiu em quatro porções.

Deixou a massa e dirigiu-se ao recheio: Refogou cebola em azeite e pimenta moída na hora, juntou meio quilo de  abóbora hokkaido cortada aos cubinhos e, quando ficou al dente, juntou 300 g espinafre e 200 g de queijo feta esfarelado. Temperou com sal, noz moscada e ervas frescas.

E voltou à massa: pôs bastante farinha na bancada e esticou cada bola com o rolo da massa (tb. enfarinhado) e dividiu o recheio pelas quatro porções de massa. Depois, ao tentar enrolar o strudel, levantou a grande questão existencial: “porque é que experimento sempre novas receitas quando temos convidados?!” e eu sosseguei-o dizendo “tasse bem…”, que a sua grande criação estava no caminho certo. Então, ele  uniu as pontas da massa em vez de enrolar utilizando o típico processo de enrolar tortas. Assim fez e, para finalizar, pincelou a massa com azeite e ovo batido.  Foi ao forno a 180 graus por cerca de 30-40 minutos e ficou mais que perfeito.

Da tertúlia para a minha mesa

Os couscous doces que a Moira trouxe do Maghreb para a sobremesa viajaram de tapete mágico da Tertúlia para a minha mesa! Há aquelas receitas que me caem no goto e só me saem da cabeça quando ponho o avental, pego no rolo da massa e lhes digo: “hoje não me escapas!” E assim teve que ser com a sobremesa de couscous da Moira, que brilharam no jantar de Sábado com amigos.

E comecei por fazer exactamente a sobremesa. Aqueci 500 mL de água e, antes desta ferver, juntei duas colheres de chá Daarjeeling hand rolled, que encontrei perdido no armário e adocei com 2 colheres de mel da Serra do Portel. Cortei aos cubinhos 10 alperces secos de Marrocos e 10 figos secos da horta da minha Avó. A metade do chá, juntei os alperces, os figos e uma mão cheia de passas. Deixei esta mistura em paz durante duas horas. Entretanto virei-me para Sua Majestade, o Espargo Branco, que seria o prato principal, e descasquei uma montanha deste vegetal. Pus as cascas a cozer numa panela com água e reservei os espargos sem camisa para mais tarde.

Agora, voltei a concentrar-me na sobremesa: Juntei 2 chávenas de café de couscous ao resto do chá adoçado e deixei descansar 10 minutos, enquanto aloirava duas mãos cheias de pinhões numa frigideira antiaderente. Parti avelãs e nozes pecãs e juntei aos couscous demolhados com a fruta macerada e os pinhões alourados. Piquei um raminho de hortelã, juntei, mexi tudo, juntei canela, mexi, provei, fechei os olhos e à minha frente apareceram o Alibábá e o Aladim num festim de cores doces e sabores quentes dignos das mil e uma noites.

Entretanto tive que sair do meu transe pois os convidados estavam aí a chegar. Dediquei-me agora a fazer as pizzas de lilliput e o meu marido dedicou-se aos espargos. Deixou as cascas ferverem durante cerca de uma hora, rejeitou-as deixando o caldo, juntou caldo de legumes, farinha para engrossar, vinho branco, sal e pimenta e mexeu. Numa panela à parte, pôs os espargos a cozer durante vinte minutos e preparou o vinagrete que viria acompanhar parte dos espargos: azeite, vinagre branco balsamico, cebolo, flôr de sal e pimenta.

Desliguei o forno, tocou a campaínha, vieram os convidados, abrimos uma garrafa de Casal Garcia fresquinha, apesar do frio lá fora e os nossos amigos disseram: “vinô vêrrrdê, mmmm!” Fomos à mesa, começámos pelas mini pizzas que foram logo aprovadas, passámos à sopa e vieram os espargos temperados com o vinagrete ou com azeite e limão. Comentámos como um tempero tão simples realça o sabor delicado dos espargos. Mas chegaram os couscous mágicos das Arábias, que destronaram por completo o rei Espargo, brilhando e aquecendo a noite fria prussiana. Deliciosos!

Resta-me agora agradecer à Moira a partilha desta receita e a sua dedicação (e a do seu provador) na criação desta sobremesa de couscous doces tããão saborosa!

Mousse de Chocolate

Na semana passada, fomos a uma festa de aniversário de uma amiga e eu ofereci-me para fazer uma mousse de chocolate. Derreti o chocolate com um gole de azeite em lume brando, enquanto a máquina batia 4 claras em castelo. Juntei as quatro respectivas gemas com quatro colheres de açucar e, por fim, envolvi o chocolate levemente até homogeneizar e levei ao frigorífico.

Quando chegámos, havia tanta comida que eu pensei que o melhor era ter deixado a mousse em casa para um momento mais íntimo. É que eu tenho uma relação muito estreita com o  chocolate. Tão estreita, que por vezes o meu marido nem consegue interpor-se entre a tablete e a minha dentada. Quando se trata de dar uma trinca a um belo chocolate amargo 70%, posso até ser mais rápida que a minha sombra. E quando o meu marido no Natal recebe chocolates, eu agradeço sempre, aprecio a simpatia e ele só lhes vè a sombra. Mas voltemos à festa: a minha bela mousse permaceceu na sombra, pois as luzes da ribalta apontavam para um maravilhoso bolo de chocolate e morango. Eram três andares recheados de morango e cognac e por fim com uma cobertura de chocolate. Esta combinação levou-me ao céus! Em três tempos desapareceram três fatias do meu prato, e só não desapareceram mais porque a aniversariante e chef que produziu esta delícia também tinha o direito a uma fatiazita. No dia seguinte, acordei a pensar neste bolo e, assim que tiver a receita, ponho as mãos na massa!

Conserva de cenouras: a receita em portugues para a Pipoka

Ja tinha escrito aqui a receita da conserva de cenouras em prussiano e agora vai a versao mais que merecida em portugues. Esta conserva e tipica do algarve. Os ingredientes sao: meio quilo de cenoura, 2 dentes de alho, 1 cebola, um molho de coentros, vinagre de vinho branco, sal, pimenta e paprica em po. Descascar as cenouras, cortar as fatias e coze-las “al dente”.  Cortar a cebola aos cubinhos, por na frigideira com azeite e, quando a cebola estiver transparente, adicionar as cenouras. Envolver e deixar cozinhar uns minutos. Juntar o vinagre, sal, pimenta e paprica e envolver.  Quando o vinagre reduzir, tirar a frigideira do lume, adicionar o alho e os coentros picados, mexer, deixar arrefecer e guardar no frigorifico. No dia seguinte sabe ainda melhor!

karotten – ein rezept fuer mommel

No fim de semana, fizemos um jantar portugues para alguns amigos. Entre entradas, petiscos e aquele que nao podia faltar, o nosso grande amigo bacalhau seco e salgado, fiz uma conserva de cenouras. A descricao pormenorizada de cada prato vem ja a seguir, mas agora deixo aqui a receita das cenouras em prussiano para um amigo que a pediu.

Mommel, hier ist das Rezept fuer die karotten konserve.

Zutaten: halb kilo karotten, 1 zwiebel, 2 knoblauch zehen; oliven oel, weisswein essig; koriander; salz; pfeffer; paprika.

Die Karotten  schälen, in dünne Scheiben schneiden und “al dente” kochen. Die Zwiebel in kleine Stuecke schneiden und in ein pfanne mit oliven oel dunsten. Die Karotten mit der Zwiebel zugeben. Kochen lassen fuer kurz. Das weissweinessig zugeben. Gewuertzen mit Salz, Pfeffer und Paprika. Wenn das essig reduziert ist, sind die karotten fertig. Jetzt, die Koriander und die Knoblauch zehe ganz dünne schneiden und alles zusammen mixen. Fertig! Die halten fuer 2/3 wochen im Kuehlschrank.