Panquecas da felicidade

Gosto de fazer panquecas para os pequenos almoços preguiçosos do fim de semana. Cliché? A afirmação sim, mas as últimas panquecas que fiz, não o são! São deliciosas, com um fio grosso de agave por cima.

Aqui vai a receita:

Juntar 40 g de farinha de trigo,  30 g de farinha de trigo integral, 30 g de flocos de aveia, uma mão cheia de sementes de linhaça, 3 colheres de chá de canela, 2 colheres de chá de farinha de alfarroba e 3 colheres de chá de açúcar baunilhado. Misturar com 120 mL de leite.

Bater tudo com a vara de arames e deixar descansar 15 min. Deitar 1 colher de concha de massa numa frigideira anti aderente bem quente. Diminuir o calor e virar quando começar a fazer bolhas. Agora que escrevo, lembro-me que me esqueci de colocar gordura na massa ou na frigideira. Mas não fez falta. Rende 5 panquecas, apreciadas com um café aromatizado com canela.

Breakfast Jemima

Este é um belíssimo pequeno almoço para a época festiva. A ideia veio de uma amiga minha indiana. Ela fez  crepes (apenas com água e farinha) e fez um puré de frutas e especiarias fantástico. Triturou algumas frutas que haviam em casa e temperou-as com canela e cardamomo. Desta vez, o que fiz foram panquecas de aveia e farinha integral e fiz a olho. Peço desculpa pela imprecisão desta receita, mas o exercício que tentei fazer para rever as quantidades foi infrutífero. Assim, deixo a lista de ingredientes e o leitor por sua conta e risco: leite, ovos, farinha de trigo (integral e refinada) e flocos de aveia.

Porque a essência desta receita é o que agora descrevo: triturei uma banana com uma maçã e um kiwi. Juntei canela, cardamomo e coco ralado e mexi. Recheei as panquecas com este puré e descobri que o Natal assim, com  um toque indiano é ainda mais sagrado! Desejo a todos um bom Natal e um próspero ano novo!

Queijo para esquecer e para um aniversário

Tinha uma reunião muito importante. Pela qual esperei anos. Comecei a preparar-me no dia anterior, comendo um leve jantar. Fiz uma salada salada com canónigos,  queijo de nisa cortado em quadradinhos muito pequenos, pevides tostadas, óleo de pevide e maçã ralada.

No dia seguinte, acordei, dei os bons dias ao céu cinzento e frio que ameaçava lá fora, bebi um copo de água gigante, espreguicei-me longamente e, continuando a preparar-me para o grande dia, até uma sessão de yoga  na sala eu fiz.

Meia hora depois, estava à mesa para tomar o pequeno almoço lentamente: pão de centeio com sementes, tostado, barrado com mel, com queijo de cabra cremoso, quase a roçar o brie, e com pinhões por cima. A acompanhar, chá verde.

Fui para o trabalho. Às nove em ponto, bati à porta. A secretária disse-me: “entra”. Estranhei a pontualidade, mas quando vi o escritório vazio, compreendi. Ficámos à conversa, passaram 5, 10, 15, 20 minutos. Ela telefonou para o chefe.” A Sofia está aqui à tua espera”, ao que o chefe responde  “Ah, era hoje a reunião com a Sofia?! Esqueci-me completamente!!”. E eu pensei cá para comigo: “eu comi o queijo e tu é que esqueceste, ó chefe!”

Pois eu comi o queijo e não me esqueci nem da reunião nem do quinto aniversário do Cinco quartos de laranja!  Para a Laranjinha, aqui vai um jantar e um pequeno almoço com cinco ingredientes!

Chocolate quente para o frio

Como se distingue um prusso de um russo, quando as suas cabeleiras são ambas russas?

Um prusso, aos -4 º C, põe uma carapuça. Um russo não põe carapuça, abanando a cabeleira russa! E esta lusa que vos fala, enfia literalmente duas carapuças. Mas uma delas, enfiei-a ao próprio frio! Isto, fazendo um chocolate quente, adaptado da Laranjinha.

Num pequeno almoço longo de Sábado, sem vontade de café nem chá, decidi fazer chocolate quente e espesso. E decidi não adiar mais o inevitável, fazendo esta receita da Laranjinha que, quando vi, soube que tinha que fazer! Mas adaptei, porque era de manhã e não me apetecia começar o dia com um gole de conhaque e piripiri, mesmo que escondido no chocolate.


Comecei aquecer o 200 mL de leite, aromatizado com açúcar baunilhado, cardamomo, canela e uma pitada de noz moscada. Ao levantar fervura, baixei a temperatura do bico do fogão e juntei 50 gramas de chocolate negro com 85% de cacau, partido em pedacinhos. Mexi até incorporar bem e deixei cozinhar mais um pouco, mexendo sempre. Pus numa chávena, e antevendo um dia enérgico, juntei uma colher de sopa de leite em espuma e um shot de espresso. E ficou delicioso! O meu marido, que rejeitou a ideia de chocolate quente, provou e disse que sabia a Natal.