Arroz de cabidela – quase – vegetariano

Falou-me a minha mãe um dia que há quem faça arroz de cabidela sem sangue e usando farinha de alfarroba para conferir a típica cor deste prato. Gostei da ideia, resolvi experimentar tentando retratar o arroz de cabidela da minha avó e gostei do resultado. Pus a ferver caldo de frango que tinha feito com os ossos da ave e alguns bagos de pimenta, uns quantos cravinhos e umas folhas de louro. Alourei meia cebola em azeite e juntei arroz de bago redondo, envolvendo bem na cebola e no azeite. Entretanto, numa tacinha, juntei uma colher de sopa de farinha de alfarroba com 2 colheres de sopa de vinagre e 2 cravinhos. Voltei para o arroz e fui juntando o caldo fervente enquanto aquele o bebia. Cozinhei o arroz durante cerca de 1o minutos, juntei a mistura de alfarroba e vinagre e um molhinho de “cheiro verde” picado. Deixei fervilhar mais uns minutos e apaguei o lume. O arroz ficou com bastante caldo, tendo eu cozinhado este prato numa razão de 1 medida de arroz para 4 de caldo. Levei à mesa e sublinho que esta versão de cabidela – que não é vegetariana mas que bem poderia ser – não fica nada aquém da versão mais violenta do prato com a galinha esquartejada e seu sangue.

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Para mim, setembro é…

… praias vazias de turistas, pôr do sol na praia, brisa fresca a amansar os dias ainda quentes do sul, mar quente e ondulado, mergulhos, sal, areia, correrias pela praia… E é uma bela tomatada ao fim do dia. E foi depois de um dia de praia assim que comi a primeira tomatada registada nas minhas memórias de infância. Veio depois Setembro trocar-nos as voltas na praia pela escola que passou a começar no fim do mês, vieram depois os exames da época especial de Setembro, aos quais nunca consegui escapar, e qualquer dia vem a escola da pequenota. Trocou-nos Setembro a praia pelos livros e eu troquei as voltas à tomatada que a minha mãe fez naquele dia.

Comecei por refogar levemente uma cebola picada e cerca de 2 ou 3 tomates bem maduros em lume brando e por cerca de 10/15 min. Parti dois ovos para o tomate a borbulhar, sem os fazer em farrapos como na típica tomatada, mas deixando-os inteiros. Deixei a clara cozinhar, mas não deixei a gema, para nela poder molhar o pão guloso. Depois fui à hort … ah … varanda e trouxe um pé de salsa, outro de hortelã e ainda outro de poejos. Piquei o meu ramo verde para a tomatada e, num silêncio que até poderia ser religioso pela profundidade que atingiu – mas não foi -, limpei o prato e a frigideira neste almoço solitário de um dia de sol prussiano.

Mas fiquei a pensar que, naquele dia de praia, a minha mãe acompanhou a tomatada com batatas fritas, douradas, estaladiças. E, continuando a pensar nelas, hoje fiz um prato de crise com uma bela salada.

Fui ali à Tailândia e voltei

Num dos posts do recipe box, disseram a Filipa e a Pipoka que costumavam viajar muito frequentemente. Pois desta vez fui eu. E fui à Tailandia comer peixe em molho de coco. Piquei uma cebola que aqueci em óleo e juntei um filete de bacalhau fresco desfeito. Misturei bem, juntei duas fatias de pimento vermelho picado e um cebolo as fatias. Mexi bem e deixei cozinhar durante uns minutos. Fui lentamente juntando meia lata de leite de coco e misturando bem com os restantes ingredientes. À falta de coentros ou erva principe, fiz um ramo exótico – para a Prússia – de “cheiro verde” com oregãos frescos, hortelã e manjericão. Piquei bem, desliguei o lume e misturei tudo. A acompanhar, servi arroz basmati com arroz selvagem.  De barriga satisfeita, regressei a casa sem sair da minha cozinha. Resta agora saber  a que saberia este prato na Tailândia! 🙂