On hot chocolate

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Escrevo estas três linhas há três dias. Isto tudo por causa da neve. Quero fugir ao assunto do tempo mas desisto, não tenho escapatória. A neve cobre-me as palavras, o pensamento, cobre-me os passos e cobre a minha rua. Enfrento o bicho branco e gelado de frente, atirando-lhe com chocolate, quente, em forma de bolo. 

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Este é o bolo de chocolate que a Nigella sugere para o dia de S. Valentim, no seu “Feast”.  Ela fá-lo com recheio e cobertura, mas eu fi-lo simples e cortei 50 gr de açúcar. Liguei o forno nos 170 graus, liguei a batedeira na velocidade máxima para bater 3 ovos com 120 gr. de açúcar integral, liguei o bico do fogão para aquecer 150mL de leite com uma colher de sopa de manteiga. E liguei a balança eléctrica para pesar 175 gr. de farinha. Juntei à farinha três colheres de sopa de cacau e uma colher de chá de bicarbonato de sódio. Entretanto, a batedeira eléctrica já tinha produzido uma espuma de ovos e açúcar e eu juntei alternadamente o leite morno com a mistura dos secos. Misturei levemente até obter uma mistura homogénea e levei ao forno durante 20 minutos. A leveza do bolo é surpreendente e surpreendente é também o duplo sentido que adquire esta característica do bolo, pois a quantidade de gorduras e açúcar é bastante reduzida.

E – fugindo assunto – reparou, querido leitor, na quantidade de vezes que eu conjuguei o verbo “ligar” na descrição desta receita? E na frequência da palavra “eléctrica” nas poucas linhas que a compõem? As food for thought, tente, querido leitor, pensar como seria a (sua) vida se os interruptores deixassem de (lhe) trazer luz.  E tenha a simpatia de partilhar com o reino as suas ideias nesta caixa de comentários!

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