Um galão e um pastel de nata, sff!

Quando vou sair com a minha filha e lhe pergunto se ela prefere ir ao café ou ao parque infantil, a resposta é invariável: “Cafééééé!…”, no máximo: “primeiro café, depois parque infantil”, diz-me ela. Senta-se comigo à mesa, diz-me que quer um cacau e um pãozinho e conta-me as suas estórias reais e imaginárias. Há uns tempos, fomos a um café aqui perto de casa e ela pediu o seu pãozinho, mas eu pedi um bolo, que comi em duas dentadas. Quando acabei, ela disse-me, apontando para a minha barriga gigante: “Pede outro bolo, mamã, para a bebé!”. O argumento era de peso, mas eu não me deixei levar na tentação. No entanto, fiquei com o bolo a orbitar na minha cabeça. Mais propriamente, com um bolo da pastelaria portuguesa, que  atravessa várias fronteiras e até na Prússia se pode encontrar, procurando nos sítios certos. O título do post não engana, e foram mesmo pastéis de nata que quis fazer.

Fui à net, mas nada encontrei, vi no livro “Piripiri starfish”, da Tessa Kiros e vi no Pantagruel. A receita da Tessa Kiros pareceu-me mais simples, então decidi-me por esta. O resultado não foi mau, mas não gostei da massa de base que ela sugere. Então resolvi voltar a tentar, utilizando massa folhada congelada e uma receita do recheio do Pantagruel.

Enrolei a massa como se fosse um canudo e cortei-o em troços de 3 cm cada. Pus cada troço em 12 forminhas para muffins.  Levei-as ao frigorífico e comecei a fazer o recheio. Fervi 100 g de açúcar com um gole de água até atingir o ponto de fio. Noutro tacho, desfiz 10 g de farinha maisena em 1/4 L de leite e levei ao lume, mexendo sempre até ferver. Bati 3 gemas de ovo e uma clara. Misturei bem o açúcar com os ovos e o leite com farinha.  Retirei as forminhas do frigorífico e, com as pontas dos dedos molhadas, comecei a puxar a massa de cada forminha primeiro para os lados e depois pressionei a base com os polegares. Isto não foi fácil, mas ter a massa bem fria e os dedos molhados em água fria, ajuda bastante. Finalmente, distribuí o recheio pelas forminhas e levei a forno bem quente (cerca de 200 graus) durante cerca de 10 minutos: até aparecem as típicas manchas douradas no recheio. Ficaram muito bons, estes pastéis de nata que, afinal, não levam natas!!

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5 thoughts on “Um galão e um pastel de nata, sff!

    • Moira: pastel de nata, tosta mista e pastéis de bacalhau nunca me escapam qdo vou a portugal!! eles é q fogem de mim a sete pés!!! 😉
      beijinhos!
      sofia

  1. Estão perfeitos. Gosto muito, mas por preguiça faço um pastel gigante em vez dos tradicionais pasteis individuais.
    Beijinhos

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