Na floresta negra

Há semanas assim, que combinam férias com trabalho, wellness com acção, natureza com cidade, família com amigos e, com tudo isto, combinou a celebração do aniversário do meu marido. Tudo orquestrado por algumas refeições gourmet, pelas grandes receitas da sogra e, como não podia deixar de ser na floresta negra, pelo o magnífico monumento da pastelaria “florestanegriana”, o “schwarzwaldsauerkirschtorte“. O nome é complicado e a receita concerteza faz justiça ao nome, mas o caro leitor adivinha certamente que se trata do bolo “floresta negra”, que hei-de tentar reproduzir. Um dia…

Visitámos amigos, depois a família, rumámos ao alto de um monte desta floresta que viu Brecht deambular por entre as suas brumas e vegetação, agraciámos os nossos corpos e almas com muito wellness e tentámos estar sanus per aquam. Rumámos acima das nuvens, celebrámos o seu aniversário e em cima das nuvens ficámos enquanto degustámos as iguarias que a floresta nos ofereceu, regadas por um belo vinho da zona. Voltámos à realidade e à cidade para uma efervescente conferência e deixámos com a avó a pequenina, que correu atrás do gato, construíu castelos na areia e, da banheira de bebé propositadamente colocada no jardim, fez diques, fontes e barragens. Voltámos a casa saciados de saberes, conhecimentos, contactos e sabores. E na minha bagagem trouxe ainda um livro sobre confecção de pão.

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4 thoughts on “Na floresta negra

  1. Que saudades tenho dessas paisagens, não sei se conseguiria viver aí para sempre, no entanto quando vejo florestas e montanhas inesplicávelmente sinto-me em casa 🙂

  2. Cara Sofia
    Sou nova aqui no teu blog. Tenho andado a passear por ele deleitada com o que escreves. Mas aqui parei. Pareceu-me perceber que vives fora de Portugal com o marido e a Filhota…Que a tua sogra vive aí por perto (ou longe?) Será o teu marido português? Será alemão?
    Ah, deu-me tantas saudades do meu filho mais velho, da norinha e dos nètinhos…ou seria saudades de todos os portugueses que se viram obrigados a emigrar por não haver aqui lugar para eles?…
    Como eu compreendo o que é viveres um dia de cada vez… à espera de outros melhores…
    Gostei muito da tua receita de pão. Já não tenho mãos que me permitam fazê-lo sozinha (por causa das artroses) mas faço-o na máquina. Claro que o prazer não é o mesmo, sobretudo para quem gosta de pôr “a mão na massa”, mas o resultado final é parecido. Um cheirinho pela casa a convidar à prova! Nunca usei espelta mas vou ver se encontro à venda por aqui.
    Obrigada pela receita deste pão maravilhoso e rico.
    BJ. Bombom

  3. Querida Bombom,
    obrigada pelo comentario tao simpatico! e verdade, vivo um dia de cada vez e sinto-me muito feliz assim! na vida, tudo tem o seu aspecto positivo e negativo, e tento dar valor ao que se tem de positivo “aqui e agora”!
    na verdade, gostaria que a minha filha crescesse mais perto da familia portuguesa, mas quando estamos juntos em portugal, vivemos tudo com mais intensidade! e quem sabe se, “amanha”, nao estaremos de malas feitas rumo ao sul? 😉
    bjs
    Sofia

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